Como uma usina solar gera receita: entenda o funcionamento para investir

Investir em usinas solares tem se tornado uma alternativa atraente para quem busca diversificar o patrimônio e gerar renda passiva. Mas, afinal, como uma usina solar gera receita? A resposta não está na venda direta de energia, como muitos podem imaginar, mas em um modelo inteligente de locação e compensação de créditos energéticos, regulado por normas específicas no Brasil. Este artigo, elaborado pelo blog da Captur, desmistifica o processo, explicando de forma clara e didática como esse tipo de investimento funciona, quais são os riscos envolvidos e como você pode avaliar essa oportunidade.

O modelo de negócio: locação de usinas solares

Para o investidor pessoa física, a principal forma de uma usina solar gerar receita é através do modelo de locação, conhecido como “Solar as a Service”. Nesse cenário, o investidor adquire a usina (ou frações dela, como no caso da Captur) e a aluga para empresas ou consumidores que desejam reduzir suas contas de energia elétrica. A usina, então, produz energia que é injetada na rede da distribuidora local, gerando créditos de energia para o locatário [1].

O pagamento do aluguel ao investidor pode ser estruturado de diversas formas, mas geralmente está atrelado a um percentual da economia gerada na conta de luz do locatário ou a um valor fixo por quilowatt-hora (kWh) produzido. É um fluxo de receita previsível, muitas vezes com contratos de longo prazo, que pode variar de 10 a 20 anos [2].

Infográfico sobre como uma usina solar gera receita
Infográfico sobre como uma usina solar gera receita

O sistema de compensação de energia elétrica (SCEE)

O funcionamento desse modelo é viabilizado pelo Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) através da Resolução Normativa 482, de 2012, e aprimorado pela Resolução Normativa 1.059, de 2023 (também conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída – Lei 14.300/2022) [3] [4].

Quando a usina solar produz mais energia do que o locatário consome em determinado momento, o excedente é injetado na rede elétrica. Essa energia “emprestada” à distribuidora é convertida em créditos de energia, que podem ser utilizados para abater o consumo em outros períodos (por exemplo, à noite ou em dias nublados) ou em outras unidades consumidoras do mesmo titular, desde que atendidas pela mesma distribuidora. Esses créditos têm validade de 60 meses, ou seja, cinco anos [3].

Fluxo da receita: do sol ao seu bolso

Para entender o caminho que a energia solar percorre até se transformar em receita para o investidor, o blog da Captur detalha o processo:

  1. Geração: a usina solar capta a luz do sol e a converte em eletricidade por meio de painéis fotovoltaicos.
  2. Injeção na rede: a energia gerada é injetada na rede de distribuição da concessionária local.
  3. Geração de créditos: a distribuidora contabiliza a energia injetada e a converte em créditos de energia para o locatário.
  4. Compensação: os créditos são utilizados para abater o consumo de energia na conta de luz do locatário, gerando economia.
  5. Pagamento do aluguel: com a economia gerada, o locatário paga o valor acordado pelo aluguel da usina ao investidor.
Infográfico sobre como uma usina solar gera receita
Infográfico sobre como uma usina solar gera receita

Rentabilidade e riscos do investimento em usinas solares

O investimento em usinas solares tem demonstrado uma rentabilidade atraente, com estimativas de Retorno sobre Investimento (ROI) que podem variar entre 15% e 25% ao ano, dependendo de fatores como localização, porte da usina e condições do contrato [5]. Essa performance se destaca em comparação com investimentos tradicionais de renda fixa.

No entanto, como todo investimento, existem riscos que precisam ser considerados. O blog da Captur reforça a importância de avaliar:

  • Irradiação solar: a quantidade de sol na região da usina afeta diretamente a produção de energia.
  • Inadimplência do locatário: o risco de o locatário não cumprir com o pagamento do aluguel.
  • Mudanças regulatórias: alterações nas normas da ANEEL podem impactar o modelo de negócio.
  • Manutenção e operação (O&M): custos e eficiência da gestão da usina.

É fundamental que o investidor compreenda que, embora seja um ativo real e tangível, com contratos de longo prazo, a liquidez pode ser limitada, e os prazos de retorno devem ser analisados com cautela.

Dica bônus do blog da Captur: a usina solar como um “imóvel que gera eletricidade”

Para facilitar a compreensão, o blog da Captur propõe uma analogia poderosa: imagine uma usina solar como um “imóvel de aluguel”. Assim como você aluga uma casa ou apartamento para um inquilino, você aluga a usina solar para um consumidor de energia. A grande diferença é que, em vez de um inquilino morar no imóvel, a usina “fabrica” o próprio inquilino: a energia elétrica. E, diferentemente de um imóvel físico, os custos de manutenção de uma usina solar são geralmente menores e mais previsíveis, e o “inquilino” (a energia) é sempre necessário.

Essa perspectiva ajuda a visualizar o investimento como algo concreto e gerador de valor, com um fluxo de receita constante e atrelado a uma necessidade básica: a energia. É um ativo real que trabalha para você, produzindo um bem essencial e gerando retornos financeiros.

Conclusão: avalie com clareza e responsabilidade

Investir em usinas solares, por meio de modelos como o oferecido pela Captur, representa uma oportunidade de diversificação e geração de renda passiva em um setor em crescimento. Compreender como uma usina solar gera receita através da locação e do sistema de compensação de energia é o primeiro passo para uma decisão informada.

Lembre-se de que a clareza e a responsabilidade são pilares para qualquer investimento. Avalie os riscos, entenda o funcionamento e considere o potencial de retorno. O blog da Captur está comprometido em fornecer o conhecimento necessário para que você tome as melhores decisões.

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Referências

[1] Sunne. Como funciona a locação de usina solar?. Disponível em: https://sunne.com.br/blog/como-funciona-a-locacao-de-usina-solar/. Acesso em: 13 fev. 2026.

[2] Soluções EDP. Como arrendar um terreno para energia solar e garantir renda fixa. Disponível em: https://solucoes.edp.com.br/blog/como-arrendar-terreno-energia-solar/. Acesso em: 13 fev. 2026.

[3] Portal Solar. ANEEL energia solar: Conheça as resoluções 482 e 687. Disponível em: https://www.portalsolar.com.br/aneel-energia-solar. Acesso em: 13 fev. 2026.

[4] LegisWeb. Resolução Normativa ANEEL Nº 1059 DE 07/02/2023. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?legislacao=442297. Acesso em: 13 fev. 2026.

[5] Instituto Solar. Investir em Usina Solar Vale a Pena? Descubra os Benefícios. Disponível em: https://institutosolar.com/investir-em-usina-solar-vale-a-pena/. Acesso em: 13 fev. 2026.

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