A pergunta que vale ouro
Imagine que você tem um carro. Se precisar de dinheiro e decidir vendê-lo, pode levar dias, semanas ou até meses para encontrar um comprador e receber o valor. Agora, imagine que você tem dinheiro na sua conta corrente. Se precisar, pode usá-lo instantaneamente. Essa diferença de tempo para transformar um bem em dinheiro é o que chamamos de liquidez.
No mundo dos investimentos, entender o que é liquidez é fundamental. Antes de aplicar seu dinheiro, a pergunta mais importante que você deve se fazer é: “Quando eu vou precisar deste dinheiro de volta?”. A resposta para essa pergunta é o que vai guiar suas escolhas e garantir que você não tenha problemas no futuro.
O blog da Captur pesquisou a fundo o conceito de liquidez para te ajudar a entender, de forma simples e direta, como esse fator impacta seus investimentos e como você pode se planejar para tomar as melhores decisões.

Os três pilares da liquidez
Para entender a liquidez de um investimento, você precisa conhecer três conceitos fundamentais, como aponta a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) [1].
| Conceito | Descrição | Exemplo Prático |
|---|---|---|
| Carência | Período em que o dinheiro não pode ser sacado. | Um investimento com carência de 90 dias. |
| Vencimento | Data final para receber o rendimento combinado. | Um título que vence em 2 anos. |
| Prazo de Resgate | Tempo entre a solicitação e o recebimento do dinheiro. | Um fundo com prazo de resgate de D+30. |

A balança da liquidez: risco e rentabilidade
Via de regra, investimentos com baixa liquidez (ou seja, que “prendem” seu dinheiro por mais tempo) tendem a oferecer uma rentabilidade maior. Isso acontece porque o emissor do título ou o gestor do projeto tem mais segurança para trabalhar com aquele dinheiro por um prazo mais longo.
Por outro lado, investimentos com alta liquidez (como a poupança ou um CDB com liquidez diária) costumam ter uma rentabilidade menor. A comodidade de ter o dinheiro disponível a qualquer momento tem um custo.
É aqui que mora o risco de liquidez: o risco de você precisar do dinheiro antes do prazo e não conseguir resgatá-lo sem perdas significativas. Por isso, o planejamento é essencial.
A liquidez nos diferentes tipos de investimentos
Cada tipo de investimento tem um nível de liquidez diferente. Veja alguns exemplos:
- Alta liquidez: poupança, Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária. São ideais para a sua reserva de emergência, aquele dinheiro que você precisa ter à mão para imprevistos.
- Média liquidez: fundos de investimento, ações de grandes empresas. A venda depende do mercado, mas geralmente é possível converter em dinheiro em poucos dias.
- Baixa liquidez: imóveis, obras de arte e ativos reais. Esses são investimentos que não podem ser convertidos em dinheiro rapidamente. A venda de um imóvel, por exemplo, pode levar meses. No caso de ativos reais tokenizados, como os oferecidos pela Captur, o prazo de retorno está atrelado à duração do projeto, como a construção e operação de uma usina solar.
Como planejar sua liquidez?
O segredo para um bom planejamento financeiro é equilibrar seus investimentos de acordo com seus objetivos e prazos.
- Curto Prazo (até 1 ano): se você tem um objetivo para o próximo ano, como fazer uma viagem ou pagar um curso, o ideal é investir em produtos de alta liquidez. Assim, você não corre o risco de perder dinheiro se precisar resgatar antes do tempo.
- Médio Prazo (de 1 a 5 anos): para objetivos como trocar de carro ou dar entrada em um imóvel, você pode buscar investimentos com um pouco menos de liquidez, mas que ofereçam uma rentabilidade melhor.
- Longo Prazo (acima de 5 anos): se o seu objetivo é a aposentadoria ou a independência financeira, você pode (e deve) considerar investimentos de baixa liquidez, como os ativos reais. Como você não vai precisar do dinheiro no curto prazo, pode aproveitar a maior rentabilidade que esses ativos costumam oferecer.
Dica Bônus: A analogia da caixa d’água
Pense nos seus investimentos como uma grande caixa d’água que abastece sua vida financeira. A água que sai pela torneira todos os dias é a sua reserva de emergência, de altíssima liquidez. Você precisa dela sempre à mão.
Já a água que fica no fundo da caixa, mais difícil de acessar, são seus investimentos de longo prazo. Ela está lá, rendendo e garantindo seu futuro, mas você não conta com ela para as despesas do dia a dia. Se você abrir um buraco no fundo da caixa para pegar essa água antes da hora, vai ter um grande prejuízo e pode comprometer toda a estrutura.
As 3 perguntas de ouro antes de investir
Antes de colocar seu dinheiro em qualquer investimento, o blog da Captur reforça as três perguntas essenciais que você deve fazer, com base nas recomendações da ANBIMA [1]:
- Qual o prazo de vencimento para eu ter de volta o dinheiro com os juros acordados?
- Qual o prazo de carência para o primeiro saque?
- Qual o prazo de resgate, ou seja, quanto tempo vai levar para eu receber o dinheiro de volta quando solicitar o saque?
Com essas respostas em mãos, você terá mais clareza sobre a liquidez do investimento e poderá decidir se ele se encaixa no seu planejamento.
Conclusão
Entender o que é liquidez é mais do que um conhecimento técnico; é uma ferramenta para proteger seu patrimônio e alcançar seus objetivos com segurança. A pergunta “quando você vai precisar do dinheiro?” deve ser o ponto de partida de toda a sua jornada como investidor.
Ao equilibrar seus investimentos entre diferentes níveis de liquidez, você garante tranquilidade para lidar com imprevistos e potencializa seus ganhos no longo prazo, investindo em ativos tangíveis e com potencial de alta rentabilidade.
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Referências
[1] ANBIMA. O que é liquidez?. Como Investir. Disponível em: https://comoinvestir.anbima.com.br/escolha/compreensao-de-conceitos/o-que-e-liquidez-2/. Acesso em: 17 fev. 2026.
[2] B3. Liquidez – o que é, significado e definição. Bora Investir. Disponível em: https://borainvestir.b3.com.br/glossario/liquidez/. Acesso em: 17 fev. 2026.
[3] Hurst Capital. Ativos reais têm liquidez?. Blog Hurst Capital. Disponível em: https://blog.hurst.capital/blog/ativos-reais-liquidez/. Acesso em: 17 fev. 2026.
